Documentário autoral
Em 2019, os realizadores Felipe Mesquita Duarte e Gabriela Dias procuravam um tema para seu curta-documentário. Felipe já pensava em um filme sobre a história do rock em Mato Grosso do Sul, mas decidiu, com Gabriela, focar em um recorte mais específico: O Bando do Velho Jack, banda referência no rock sul-mato-grossense.
Com a pandemia da Covid-19, o projeto foi adiado. Em 2023, a produtora RBM (Registre Bons Momentos) retomou a ideia e procurou o baixista Marcos Yallouz, propondo a produção com apoio do edital da Lei Paulo Gustavo, promovido pela Sectur e a Prefeitura Municipal de Campo Grande/MS. A ideia foi bem recebida pelos demais integrantes da banda, e o projeto foi aprovado com a melhor avaliação no edital.
Fundada em 1995, a banda é um símbolo de resistência musical no MS, desafiando o cenário fortemente marcado pelo sertanejo. Sua história é marcada por recomeços, perdas e renascimentos – como a morte de seu primeiro vocalista, Alex Batata, em 1997, que quase pôs fim ao grupo.
O Bando atravessou décadas com autenticidade e presença de palco, sendo reconhecido em todo o Brasil por sua fusão de rock, blues e identidade regional. A diretora Gabriela Dias, nascida no mesmo ano da fundação da banda, representa uma nova geração impactada pelo legado cultural do grupo.
Apesar da relevância da banda, quase não havia documentação audiovisual sobre sua trajetória – uma ausência que o curta veio preencher com sensibilidade, memória e muita música.
Este curta-metragem é um tributo ao quinteto formado por Rodrigo Tozzette, Marcos Yallouz, Fábio “Corvo” Terra, Alex “Fralda” Cavalheri e João Bosco. Dirigido por Gabriela Dias, que dedicou cinco anos de pesquisa para trazer essa história à vida, o documentário foi produzido de forma independente, com incentivos da Lei Paulo Gustavo, e apoio da Prefeitura Municipal de Campo Grande, via Sectur (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo).
Our Premium Magazine widget for Elementor has dozens of customization option to create any custom post grid you want
Our Premium Magazine widget for Elementor has dozens of customization option to create any custom post grid you want
You can use the query options to select posts by category, tag, author. Also, it has many ordering options
Gabriela Dias e Felipe Mesquita começaram este projeto com a visão de eternizar um pedaço da história musical do Mato Grosso do Sul. A produção enfrentou desafios desde o início, mas cada obstáculo superado só fortaleceu a determinação de contar essa história. Desde as primeiras entrevistas até as gravações sob condições adversas, a equipe se manteve comprometida com a autenticidade e a credibilidade do documentário.
“Noites em Claro – Palavras do Bando do Velho Jack” é mais do que uma narrativa sobre uma banda de rock; é uma celebração da resiliência, da música e da cultura. É uma janela para a rica tapeçaria de histórias que compõem o cenário musical sul-mato-grossense. O lançamento oficial aconteceu no Shopping Bosque dos Ipês, sendo a principal atração da exposição “Rock Cine”, que esteve aberta para visitação entre 13 de julho até o dia 30 de agosto 2024.
Além dos membros da banda, o documentário inclui entrevistas com artistas influentes que conviveram com o Bando do Velho Jack, como Miska Thomé, Guilherme Cruz, Geraldo Espíndola, Paulo Simões e Oswaldo Vecchione, fundador da lendária banda Made in Brazil. Com direção e montagem de Gabriela Dias, produção executiva e roteiro de Felipe Mesquita Duarte e narração de Clayton Sales, o curta-metragem de 17 minutos oferece uma visão profunda e emocionante da resistência e paixão pela música.
Gabriela Dias
Direção e Montagem
Felipe Mesquita Duarte
Roteiro e Produção Executiva
Clayton Sales
Pesquisador e Narrador
Camilla Sigarini
Still e Social Media
Guilherme Antonio
Direção de fotografia
Temily Elias Comar
Edição e Decupagem
Lucas Verão
Designer e Assistente de áudio
Marithê Do Céu
Direção de Arte
Beatriz Sena
Elaboração de Projeto
Gabriela Dias e Felipe Mesquita começaram este projeto com a visão de eternizar um pedaço da história musical do Mato Grosso do Sul. A produção enfrentou desafios desde o início, mas cada obstáculo superado só fortaleceu a determinação de contar essa história. Desde as primeiras entrevistas até as gravações sob condições adversas, a equipe se manteve comprometida com a autenticidade e a credibilidade do documentário.
“Noites em Claro – Palavras do Bando do Velho Jack” é mais do que uma narrativa sobre uma banda de rock; é uma celebração da resiliência, da música e da cultura. É uma janela para a rica tapeçaria de histórias que compõem o cenário musical sul-mato-grossense. O lançamento oficial aconteceu no Shopping Bosque dos Ipês, sendo a principal atração da exposição “Rock Cine”, que esteve aberta para visitação entre 13 de julho até o dia 30 de agosto 2024.
Our Premium Magazine widget for Elementor has dozens of customization option to create any custom post grid you want
Our Premium Magazine widget for Elementor has dozens of customization option to create any custom post grid you want
You can use the query options to select posts by category, tag, author. Also, it has many ordering options
O curta-metragem “Noites em Claro: Palavras do Bando do Velho Jack” foi exibido em festivais, mostras e sessões independentes, onde conquistou o público com sua narrativa sensível e visualmente envolvente. A recepção crítica destacou a autenticidade da abordagem e a capacidade do filme de aproximar o espectador da trajetória da banda, mesmo para quem não a conhecia anteriormente. Além disso, provocou reflexões importantes sobre o apagamento cultural de cenas alternativas fora do eixo Rio-São Paulo, despertando interesse em pesquisadores, músicos e fãs de rock sul-mato-grossense. A boa aceitação do curta serviu como catalisador para a ideia de expandir o projeto para um série documental com os conteúdos que ficaram de fora do curta-metragem.








A história do Bando do Velho Jack é mais do que a de uma banda de rock: é a expressão de uma geração que resistiu à invisibilidade cultural imposta às regiões periféricas do Brasil. O curta-metragem busca documentar esse legado em sua totalidade, resgatando não apenas a trajetória do grupo, mas também a efervescência de uma cena musical regional que se formou no ano de 1995, alimentada por bares, rádios locais, e o boca a boca entre fãs. Ao preservar e disseminar essa memória, o filme pretende reafirmar o valor da produção artística fora dos grandes centros e inspirar novas gerações de músicos e realizadores culturais de Mato Grosso do Sul.
O documentário foi construído com uma abordagem híbrida, combinando entrevistas atuais com os integrantes da banda, produtores culturais e fãs, com um vasto acervo de imagens de arquivo, vídeos de shows, capas de discos e registros em VHS, preservando a textura da época. Esteticamente, o filme busca uma linguagem pulsante, que dialogue com a energia do rock clássico, utilizando montagem dinâmica e trilha sonora composta por músicas autorais do Bando do Velho Jack. Cenas dramatizadas pontuais foram utilizadas para representar momentos emblemáticos da história da banda, sempre com cuidado documental e poético. O resultado foi um filme que valoriza a força das palavras, da imagem e do som como elementos igualmente narrativos.
